Tudo passa, tudo sempre passará...

Mufasa - Olhe Simba, tudo isso que o sol toca é o nosso reino.
Simba - Nossa!
Mufasa - O tempo de um reinado se levanta e se põe como o sol. Um dia, Simba, o sol vai se pôr com o meu tempo aqui, e vai se levantar com o seu, como o novo Rei.
Simba - Tudo isso será meu?!
Mufasa - Tudo isso.
Simba - Tudo isso que o sol toca... E aquele lugar escuro lá?
Mufasa - Fica além de nossa fronteira. Jamais deve ir lá, Simba!
Simba - Mas o Rei não pode fazer tudo o que quiser?!
Mufasa - Há muito mais que o Rei tem que fazer além de sua vontade...
Simba - Há muito mais?!
Mufasa - Ah Simba... tudo que você vê, faz parte de um delicado equilíbrio. E como Rei você tem que entender esse equilíbrio e respeitar todos os animais, desde a formiguinha até o maior dos antílopes.
Simba - Mas nós não comemos antílopes??
Mufasa - Sim Simba, mas deixe me explicar. Quando você morre seu corpo se torna grama, e o antílope come ela. E assim, estamos todos ligados no grande ciclo da vida!
***
Desenhos da Dysney sempre foram acusados de mensagens subliminares, mas o caráter metafórico desse diálogo é gritante: impérios globais se erguem e declinam; lugares proibidos são almejados; e simples receitas de existência bem-sucedidas são administradas. Tais lições que os imperadores insistem em patinar e relutar em aprender. Neste momento de enterro das velhas angústias e de arcaicas richas, só a prudência poderá encaminhar o mundo na utopia máxima, alcunhada de paz. Será que estaremos vivos para ver a formação oficial e internacionalmente reconhecida do Estado da Palestina?!
Escrito por OLiver Hard às 00h39
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