Overdose Olímpica

O bombardeio de disputas e provas das Olimpíadas de Atenas 2004 na TV aberta e fechada começou. No entanto não chega ao frenesi e euforia provocados pela Copa do Mundo (pelo menos no Brasil, que se interpõe como a única seleção pentacampeã mundial desse torneio, mas que nem para as Olimpíadas conseguiu se classificar...). A delegação brasileira é a maior já vista, e a esperança das tais medalhas douradas é muito grande também. A esperança está nos saltos de Daiane, nas pregas vocais do Bernardinho, na regata do Torben, nas patas do Baloubet, na fé dos anônimos, na figa para a ‘zebra’, e em Deus. E as pressões? Daiane pode ter um colapso nervoso de tanta pressão e errar; Bernardinho pode ficar rouco na final da etapa; o vento pode levar a vela para longe do pódio olímpico; o cavalo pode refugar de novo; e os anônimos podem continuar apagados. Mesmo filme? Não. Em Sydney, nenhuma dourada. Mas pode ser pior? Claro que sim. Porque não há o investimento necessário no Desporto, apesar dos atletas terem a garra intrínseca do brasileiro para superar essa barreira. 110 metros com barreiras? Tem sim, um paulistano. GRD? Também. As moças, munidas com elasticidade, corda, arco, fitas e bolas, podem chegar lá. Luta livre, Canoagem e Saltos Ornamentais? Tem! Bandminton? È... não... Mas poderia ter. Porque um país com população, riquezas e força de vontade poderia ir longe no esporte. Em uma parceria do Ministério da Saúde e do Ministério do Desporto, avisam: a overdose de esperança olímpica pode fazer mal. Essa é a verdadeira prova anti-dopping: dosar a ansiedade e o favoritismo. E o tão aclamado, só pensado e eternizado futebol masculino...
Escrito por OLiver Hard às 15h39
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É... Não Sei...

Brasis Colônia, Império e República. Em comum, rebeliões e descontentamentos coloniais, imperiais e republicanos. Os motivos alegados pelas partes, os mais diversos possíveis: terra, dinheiro, ouro, comércio, concorrência, pobreza, saúde, liberdade, restauração... Os lados das revoltas, um rico e um pobre, como via de regra. E na Guerra do Contestado, eclodida na região norte de Santa Catarina, a essência da teoria do flagelo do lado mais fraco se faz presente: num bilhete encontrado nos bolsos de um jagunço morto durante um combate, este se queixava: "Nóis não tem direito de terra, tudo é para as gentes da Oropa". Fim.
Escrito por OLiver Hard às 12h03
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O Inacessível ao Alcance dos Olhos e Longe do Coração

Quando vejo as possibilidades que o exterior pode oferecer, tanto no turismo quanto para trabalho, quando passo pelas vitrines de roupa de marca, quando lanço meu olhar sobre celulares, aparelhagem moderna, livros e CDs, carros importados e objetos de última tecnologia, quando vejo a chama do amor físico apagar pela incompatiblidade, vejo que o grande pecado do mundo é provocar o desejo, para depois sermos obrigados a renunciá-lo.
Escrito por OLiver Hard às 13h15
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Sobre Pragas e Morte

Buda – Shaka, por que está tão triste? Um garoto de seis anos, sentando-se triste assim, todos os dias... O que o perturba assim?
Shaka – Hoje também, vi vários corpos flutuando no Rio Ganges. E em sua margem, peregrinos de toda Índia estavam se banhando. Ao vê-los, senti que preferiam morrer do que viver. Por que esse país em que nasci é tão pobre? É como se as pessoas nascessem nesse mundo apenas para sentir dor e tristeza.
Buda – Shaka, isso é triste para você?
Shaka – Claro. Quem desejaria uma vida de apenas agonia.
Buda – Isso não está certo. Se há agonia, também haverá felicidade. Também há o oposto. Lindas flores brotam. Mas um dia também irão murchar e morrer. As coisas vivas neste mundo não param por mesmo um segundo. Elas continuamente se movem e mudam. Isso é o chamado ciclo. A vida de um humano também é assim.
Shaka – Mas... visto que a morte certa nos aguarda no final da vida, não seria a tristeza o que controla a vida de uma pessoa? De qualquer forma, por mais que uma pessoa tente superar a agonia e encontrar o amor e a felicidade, a morte transforma isso tudo em nada. Então, por que os humanos nascem nesse mundo? Nós não podemos nos opor a morte, que é definitiva e eterna.
Buda – Shaka, você está se esquecendo de uma coisa.
Shaka – Esquecendo?
Buda – Isso é...
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Então Deus enviou as 10 pragas aos egípcios. Quando as pragas do juízo foram todas lançadas, o Egito estava devastado. As pragas não só escarneceram do orgulho dos egípcios, mas também escarneceu dos seus deuses, porque nenhum lhes podia ajudar. A 10ª praga golpeou os egípcios.
1. Primeira Praga: Sangue 2. Segunda Praga: Rãs 3. Terceira Praga: Piolhos 4. Quarta Praga: Moscas 5. Quinta Praga: Peste nos Animais 6. Sexta Praga: Úlceras 7. Sétima Praga: Saraiva 8. Oitava Praga: Gafanhotos 9. Nona Praga: Escuridão 10. Décima Praga: Morte dos primogênitos
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Nuvens de insetos devastam o que restou da seca na Mauritânia
Nuakchot, 8 ago - Uma praga de gafanhotos que atingiu quase todo o território da Mauritânia agravou a catastrófica situação alimentar de um país já empobrecido por uma seca endêmica. A invasão de nuvens desse inseto foi considerada "catastrófica" e "muito grave”. Se caso não forem tomadas medidas urgentes, as larvas se transformarão em nuvens de insetos em duas ou três semanas, o que complicaria as operações de luta contra esta praga. Na semana passada, as nuvens de insetos chegaram à capital, Nuakchot, e atingiram o palácio presidencial, um campo de futebol e os jardins dos bairros residenciais. O déficit na colheita de cereais neste ano será de 80 por cento, provocado pela praga de gafanhotos. Um milhão de pessoas estão ameaçadas pela fome, e se esta situação continuar assim, todas as plantações serão destruídas. Localizada no noroeste do continente africano, a Mauritânia tem uma extensão de 1.030.000 quilômetros quadrados, dos quais 677.000 são deserto. Com as chuvas que estão começado a cair, a reprodução do gafanhoto se multiplica de forma espetacular, pois a umidade do solo permite que esse inseto cave túneis para colocar seus ovos. Calcula-se que um enxame de dez quilômetros de comprimento contém cerca de 5 bilhões de insetos e pode arrasar os cultivos necessários para alimetar 250.000 pessoas. A Mauritânia, que sofreu durante os últimos anos uma intensa seca que obrigou o país a pedir apoio da comunidade internacional para enfrentar a fome, se vê forçada novamente a pedir ajuda para lutar contra o gafanhoto, agora que as chuvas começam a cair.
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Buda – Shaka, você está se esquecendo de uma coisa.
Shaka – Esquecendo?
Buda – Isso é... A morte não é o fim de tudo. A morte é apenas uma transição.
Escrito por OLiver Hard às 14h15
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