Base Física e População: História, Entraves, Desafios e Destino 1

A atual definição de Estado (como Nação, como país) é explicada pelo teorema Estado=território+povo. O território de um país determina seus limites físicos, suas riquezas e sua economia em si. Hoje, a Rússia é a Unidade Federativa de maior extensão territorial, seguida pela China, com o Brasil em 4º lugar em terras contínuas. Outrora, o grandioso Império Romano ocupava a Europa quase-inteira, partes da África e da Ásia também. Como aprendi no filme “Gladiador”, ¼ da população do mundo nascia e morria sob as leis dos césares. Atualmente, mesmo com Intifada, Muro da Discórdia e Faixa de Gaza como sinônimo de Barril de Pólvora, e com líderes louco-religiosos-políticos-suicídas, a Palestina, sem território, é considerada como um Estado, considerando só sua pendular população que vaga procurando um canto no Oriente Médio. Na Europa Oriental pós-guerra, o socialismo pintou de vermelho a Ucrânia, Letônia, Estônia, Lituânia..., e até rachou um país ao meio, erigindo um muro para simbolizar essa segregação. Na ex-Tcheco-Eslováquia, ex-Iugoslávia, atual Macedônia, Eslovênia, Kosovo, Sérvia e Montenegro e Não-sei-mais-que, a Europa foi construída, destruída, construída novamente com Plano Marshall, e ‘partilhada’ novamente entre os duelistas do socialismo/capitalismo. A Europa, mesmo com toda essa intempérie em questões territoriais, partiu desbravando os demais continentes no século XV. A África foi partilhada entre todos os países europeus que investiram nas Escolas Marítimas. Assim, Holanda, Espanha, Inglaterra, França e Portugal dividiram os lucros dos diamantes e das especiarias das colônias africanas entre si, e escravizaram a população nativa para trabalhos forçados nas lavouras lucrativas das Américas. A Ásia seguiu o mesmo caminho das colônias de exploração européias, mas lutou bravamente contra os ingleses com seus líderes manipuladores das massas (Ganhdi, Mao). Por fim, o nosso humilde lar latino-americano, que diferentemente da parte Anglo-Saxônica, foi explorado por todos os orifícios possíveis. No início, pau-brasil para tingir tecidos e madeira. Depois, cana-de-açúcar, café, ouro, borracha, algodão... Quando você for à Europa, ao passear pelas Igrejas barrocas portuguesas banhadas a ouro, não se intimide em raspar um pouco das lacunas douradas e levar para casa alguns lingotes daquilo que foi roubado de nós um dia. No mais, o Brasil foi uma colônia primário-exportadora, e hoje é um Estado primário-exportador. Nosso forte não é tecnologia, ou comércio, ou trambiques, e sim a agropecuária. Essa é a vocação do Brasil. E cada vez que a safra da soja atinge novos recordes, a cada superávit vindo dos lucros e dividendos das exportações de laranja e aço, essa tese ruralista se ratifica por si só!
Escrito por OLiver Hard às 21h31
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Base Física e População: História, Entraves, Desafios e Destino 2
No Brasil, alguns movimentos separatistas foram contatados. A Confederação do Equador ocorreu no Nordeste, e os estados queriam formar um país. Na época disso, a cana-de-açúcar era o expoente máximo dos lucros da colônia-Brasil, e portanto, o movimento separatista foi terrivelmente abatido. Contraditoriamente hoje, o entrave econômico que o Nordeste representa para o país reflete no íntimo de cada presidente eleito um desejo recôndito de um novo movimento separatista nordestino, que desta vez não seria suplantado de modo algum. A base física do Brasil, em si, sempre representou um brutal entrave econômico, político e social. Com a ajuda dos bandeirantes, exploradores, com tratados e mais tratados de divisão de terras entre as Metrópoles Ibéricas, e com a compra de territórios dos países Andinos e Platinos, o território do Brasil foi organizado. No Norte, a Floresta Amazônica, erroneamente apelidada de “pulmão do mundo”. No Nordeste, flagelo e belezas tropicais se contrastam na caatinga semi-árida. No Centro-Oeste, mais acidentes geográficos e economia pecuarista como motores da economia central. No Sudeste, região pujante do Brasil Agrário-Exportador, carrega o país nas costas, com negócios, oportunidades, sonhos dos migrantes e imigrantes, e claro, com muitas desilusões. E o Sul, região promissora, que se transformou na menina dos olhos do país atualmente, colonizada por europeus e com economia estável e confiável, e que realmente despertaria a fúria do presidente eleito se caso quisesse separar-se do Brasil (referências a questão da separação, que realmente houve trâmites, cujo lema era “Sul. Esse é meu país”, e que foi abafado ainda na batalha das idéias, com um reflexo evidente disso nas piadas de gaúchos, por exemplo). Estas cinco regiões compõem a dimensão do Brasil. Quão grande é o Brasil, e quão grande foi o esforço ao longo dos anos para que uma singela integração nacional fosse angariada pela população. Linhas de trem, rodovias e BRs, Transamazônica (grande fiasco), transferência da Capital para Brasília (tentando acertar o coração do país que fica realmente no Mato Grosso sem-porteiras e sem-leis), FerroNorte, Zona Franca de Manaus, e tantos outros projetos unificadores do território nacional. O esforço foi grande, e o continente-Brasil, que antes era o entrave de tudo, hoje se torna o grande trunfo, o grande cheque-mate de importância no contexto atual de Globalização, para que o Brasil se destaque (mesmo sendo pelo tamanho) formando uma das maiores economias globais, com maiores mercados consumidores, maiores fluxos de investimentos de multinacionais e maiores democracias para a grande virada ao desenvolvimento e ao G-8.
Escrito por OLiver Hard às 21h30
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Base Física e População: História, Entraves, Desafios e Destino 3
A população é um fator difuso. Países europeus desenvolveram a xenofobia como fator de preservação de sua cultura, em vista da pouca imigração e de não ter havido colonização por lá. Mas já um país como o Brasil, se houvesse xenofobia ou movimentos de segregação racial em alto e bom tom (e não o tolo racismo que aparece de vez em quando), seria como um tiro no pé. O sangue dos brasileiros é europeu, africano, índio e asiático, e essa mistura é o nosso DNA. Queixar-se da diversidade étnica é andar para trás, visto que essa miscigenação é o previsto pela Globalização. Assim, sob a ótica populacional, o Brasil já é um país globalizado, mesmo com disparates em questões financeiras e educacionais (cota para negros, e.g.), mas nada que chegue a um Aparthaid sul-africano ou a divisões de bairros yankees só para negros.
Por fim, queria fazer um grand finale bom, mas acredito que pela diversidade de idéias que supus e de fatos mencionados, qualquer desfecho ficará sem-sentido. Mas mais sem-sentido é continuar a ver o significado de Estado, definido no começo, ser algo não-palpável. Estados não vivem em paz. Oriente Médio e EUA são gato e rato, nesta e em outra ordem. A Globalização não era a que nenhum país sub-desenvolvido pensava. As multinacionais não são amiguinhas do povo. E o Mercosul, por exemplo, entrou numa fria por causa de geladeiras e da linha branca dos eletrodomésticos. Nesse caos organizado, a vida vai se desenrolando, e mesmo procurando explicações históricas, os fenômenos observados atualmente são típicos, involuntários e imprevisíveis. Então vou terminar assim, com duas frases de Einstein. Certa vez perguntaram ao grande senhor da Física qual seria o instrumento de destruição se caso ocorresse uma Terceira Guerra Mundial. E ele respondeu: “Para uma Terceira Guerra Mundial, eu não faço idéia. Mas tenho certeza que na Quarta Guerra Mundial, o principal armamento serão pedras e paus”. E em outra ocasião, sabiamente, Einstein disse “Só há duas coisas que são infinitas nessa vida: o universo e a ignorância humana. Mas estou em dúvida quando ao universo...”. Pois bem, é isso. Se você conseguiu ler até aqui, uma boa reflexão!
Escrito por OLiver Hard às 21h29
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Cuspindo na Cara do Telespectador...

É como cuspir na cara de cada telespectador, como se não houvesse a tela de vidro que separa o cidadão sentado em seu sofá e o SBT. A emissora de Silvio Santos é a segunda maior do Brasil, e isso prova a ignorância da massa que profetiza o destino do país. O Sistema Brasileiro de Televisão, criado há 22 anos, veio com a missão de quebrar o monopólio global, e às vezes até consegue isso. O problema é o meio pelo qual se consegue isso. É terrível ligar a TV e assistir uma reprise. Um capítulo de novela de sucesso de outrora, ou um filme a tarde, tudo bem. Mas reprise de "Passa ou Repassa" ou de "Xaveco", é cuspir na cara dos telespectadores... essa TV emburrece mesmo! E burro é quem assiste a isso... Só para efeito de comparação, é como ler todo dia o mesmo jornal de maio de 1996, por exemplo. Uma rede de TV que se presta à reprises escabrosas pode decretar falência! E o pior: estamos atrelados a essa cultura do "já vi esse filme antes...", enquanto o botão ON/OFF do controle remoto não for usado para bloquear este mal. É isso. Boa semana a todos.
PS:. A Nicole, cachorrinha da Marina do Antes da Chuva, é que está certa (toma sol ao invés de ver TV)...
Escrito por OLiver Hard às 20h24
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