Dia das Mães - O Arremate!

Hoje é Dia das Mães, e a minha mãe não pôde vir me ver... Estou, como o título sugere, 'ácido, corrosivo e perturbador'. Afinal, o que é o Dia das Mães? É um dia de trocar presentes ou afetos? O dia das Mães são todos os dias do ano, e não só o segundo domingo de maio! Ao certo, nem comemoramos o dia das Mães, e sim mais um dia de oferta de presentes. O capitalismo devorou e sucumbiu mais uma data simbólica neste país. Se não tiver o celular, o eletrodoméstico, o tecido, o calçado, não é dia das Mães?? O Shopping estava cheio, todos procurando um presente para a mãe. O dia das Mães mesmo não existiria, se não existisse o shopping center! E nem o Natal, e nem a Páscoa... Não se comemora a morte e ressureição de Cristo, mas sim os óvos de Páscoa. O capitalismo tem sugado os sentimentos humanos, mais uma vez... E nem a mãe foi perdoada!
Escrito por OLiver Hard às 22h46
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A todas as "mães", parabéns!

Um espírito de graça e amor vai baixar sobre os bilhares de filhos e mães nesse domingo. Um sentimento de amor além dos limites, nesse segundo domingo de maio. Vai ser o Dia das Mães. E quem não tem mãe, vai abraçar a tia que o/a criou com o mesmo amor de mãe. Ou vai abraçar a avó. Ou o pai. Ou quem quer que seja. Afinal, o dia das Mães é muito mais simbólico e imaginário, não se destinando a quem de fato de te pôs no mundo, e sim a quem o/a ajudou a se erguer nele. É a celebração de uma emoção nas relações humanas. E porque não, nas relações animais também: a mãe pata que defende seus ovos; ou a mãe ursa, que com amor, ensina seus ursinhos a sobreviverem na vida. A figura simbólica da mãe, assim, veio ao mundo para fortificar a personalidade que queremos construir, com todos os exageros e gostos que só as mães sabem fazer. Bem, é isso. Abrace a sua mãe depressa (a minha vem aqui me ver!), ou a quem você considera sua 'mãe'. Abrace alguém! O cordão umbilical agradece! E abaixo, um poema com o eu-poético feminino (não me levem a mal hein hauhauhuha)... às mães!

"...minha bisavó reclamava que minha avó era muito tímida minha avó pressionou minha mãe a ser menos cética minha mãe me educou para ser bem lúcida e eu espero que minhas filhas fujam desse cárcere que é passar a vida transferindo dívidas..."
Martha Medeiros
Escrito por OLiver Hard às 01h43
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Uma Idéia na Cabeça e Uma Câmera Na Mão: Combinação Explosiva!

Sanguinário ao extremo: sim! Fotografia de encher os olhos: sim! Artes marciais e saga de vingança: sim sim sim! É claro que estou falando de ‘Kill Bill: Volume 1’, que estreou no país semana passada. E para variar, fui assisti-lo sim! A nova arapuca de Tarantino trás a tona todo o labirinto faraônico em que ele vive. Saí do cinema pensando no propósito do filme, e tentando entende-lo. Quem o viu, pode compartilhar da mesma opinião: é um filme prolixo, e a sua censura de 18 anos não é pelas cenas violentas, e sim para que somente pessoas maiores de idade possam tentar decifra-lo por completo. O diretor brinca de Deus e cria um universo paralelo e surreal para seus personagens atuarem. E o resultado é o melhor possível: uma mescla de aventura, humor, Matrix, animes japoneses, sede de vingança, emoção, suspense, e é claro, ansiedade pelo final com o Volume 2! ‘Kill Bill’ tem incógnitas que nem Tarantino sabe seus significados. Por exemplo, o nome da ‘Noiva’ Uma Thurmam é codificado com um ‘piiiiiiii’, como se dissessem um palavrão, ou como se fosse para conhecermos a mulher pelo cognato ‘A Noiva’, e não pelo seu nome. Tem também os 88 homens fiéis à O-Ren Ishii (Lucy Liu, a primeira da lista negra da noiva), que usam uma máscara no rosto homenageando caricaturas de seriados antigos de Bruce Lee. E as cenas em que o sangue jorra, como se fosse o arrebatamento final chegando, é para elucidar a banalização da violência na vida real e na TV. No entanto, o filme todo é nostálgico, obscuro e surpreendente. Uma realidade paralela, ao som da ótima trilha sonora do filme, é aberta para essa super produção de Quentin Tarantino. Vale a pena assistir e povoar a sua imaginação com as dúvidas que o filme te deixa no ar. É uma diversão de censura 18 anos, mas que nem ancião entenderá por completo.
Escrito por OLiver Hard às 03h23
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