Dia do Trabalho: 1º de Maio ou 1º de Abril?

Karl Marx foi o mentor socialista de toda uma era de 'peles vermelhas' na Rússia. Sob ideais comunistas, desencadeou-se a Revolução Bolchevique e a Revolução Russa de 1917. E o esteriótipo de que Marx era um anarquista prosseguirá até que cada indivíduo da Terra pegue e leia os volumes de sua brilhante obra-prima "O Capital". Li para a faculdade alguns trechos e capítulos, facultativamente e obrigatoriamente. E por acaso, nos tais capítulos, Marx fala sobre o trabalho. Em sua visão, o trabalho é a fonte geradora de mais-valia na sociedade. É com a exploração do trabalho, ou seja, com o dinheiro que não foi pago corretamente ao trabalhador por seus serviços, que se originou o lucro dos empresários! E um outro economista, Adam Smith, capitalista e liberalista, vai além: para ele, a riqueza é determinada pela quantidade de trabalho alheio que uma pessoa pode comprar! Logo, se eu tivesse uma empresa com muitos funcionários, eu seria 'rico', para Smith, e 'explorador', ganhando dinheiro a custa e suor dos outros, para Marx. No entanto, a lição que fica é que estamos em um sábado, com mais um feriado nesse País Cansado. Mas este se faz extremamente importante, pois é o trabalho que determina a riqueza de uma nação. Se você lê esse texto é porque alguém destinou trabalho e dispendeu conhecimento para a fabricação desse computador, tornando-o caro, porque além do material para construção do PC, você também está pagando o trabalho e experiência dos fabricantes e dessas 'cabeças pensantes'! Trabalho é fonte de riqueza, e é também, contraditoriamente, a algema que prende a sociedade ao capitalismo. No célebre filme "Tempos Modernos", de Charles Chaplin, faz-se ver a escravidão da divisão internacional do trabalho a que a personagem principal está submetida. É, além de um ótimo filme de comédia, há uma crítica severa ao capitalismo industrial que robotiza e desumaniza os seres humanos. Entretanto, quem tem um emprego hoje é rei, e deve-se mais que tudo comemorar o Dia do Trabalho. Comemora-se o Dia do Trabalho, brindando a um novo aumento simbólico (quase um brinde, uma gorjeta do governo) do salário mínimo! Outro estudioso, Malthus, já dizia que a população deveria ganhar o suficiente apenas para a subsistência, ou seja, para estar de pé no trabalho no outro dia. Se ele é radical, talvez! Mas que, com a onda de tecnologia e informática, os empregos para humanos estão contados, e assim, para Malthus, a população nem precisaria receber salário, pois nem trabalharia... Em todo caso, fica o ditado: em terra de desempregado, quem tem emprego é REI! Rei Rei Rei! E quem é o bobo da côrte desse Reino? E, afinal, é Primeiro de Maio ou de Abril? :P
Escrito por OLiver Hard às 04h03
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O Comportamento Anômalo do Pão Francês

Eu não tenho o costume de comer pão francês. E esporadicamente compro (algo em torno de duas vezes ao ano: Natal e Páscoa). E é pelo fato do contato remoto, que eu observei, empiricamente, uma característica do pãozinho vosso de cada: o efeito sanfona. Quando o compramos na padaria, ele está duro, crocante... E após algumas horas, ele fica murcho, mole e borrachudo. E passando alguns dias sem seu consumo, ele fica duro novamente, igual a um peso de porta. Pois bem, o que quero provar com isso?? Talvez nem eu mesmo saiba a resposta! No entanto, analisando e filosofando em cima dessa raridade que é o pão-francês para mim, pude comprovar que ele é um ser com vida própria, e que imita os sentimentos humanos! O pão francês também volta a trás. E quem no mundo é mais propício a mudar de opinião, se não nós, seres humanos racionais que pensam e agem segundo a razão (?). O pão francês voltou a ser duro, e o nós também podemos voltar atrás, e voltar a gostar de alguém que nos desiludimos outrora, ou pedir desculpas por um ato que quebramos a crocância daquele momento X, ou até mesmo perdoar atos que tiraram nosso calor humano! É a chave da vida a R$ 0,10! O pão francês soube voltar ao seu estado mais interessante e propício a felicidade! Se ser borrachudo com os rancores do passado te faz infeliz, saiba voltar a trás. Saiba perdoar! O padeiro sabe disso!
Escrito por OLiver Hard às 01h45
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Vamos mudar de água?

Ás vésperas de um ano novo, todo o mundo se presta a um ritual de prometer mudanças no campo pessol para o próximo ano. "Vou me dedicar mais à minha família". "Vou largar o vício". "Vou escrever um livro". "Vou emagrecer". "Voltarei para a Igreja". "Perdoarei aquele parente que tanto me irritou". Enfim enfim enfim... promessas vazias! Todo reweillon é como uma segunda-feira, o dia do começo. "Vou começar a minha dieta hoje". "Vou começar a procurar um emprego hoje". "Vou começar a estudar mais hoje". Enfim enfim enfim...Mudar é bom, e evoluir é melhor ainda! Fazendo um esquema: uma bola murcha é sua vida, e o ar, é a esperança. E para encher essa bola, é preciso mais que ar. São necessárias perseverança e destreza, a fim de enchê-la até o final, por mais difícil que seja. Por isso, evolua! Enche sua vida com esperança e mude! Mudar faz bem, revitaliza a alma, equilibra a mente, libera o espírito, ratifica suas emoções... e as outras benfeitorias das mudanças, fica por conta da Clarisse, nesse seu poema! Boa Leitura! E MUDE!
MUDE
Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros. Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...outra marca de sabonete, outro creme dental...tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude. Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!!
Clarice Lispector
Escrito por OLiver Hard às 01h28
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